Comércio da Capital registra queda nas vendas após suspensão do transporte público

População está receosa e com a confiança abalada para fazer novas compras

As vendas que já não estavam tão boas neste período de pandeia, piorou após as novas restrições decretadas pelo Governo de Estado, que suspendeu novamente o transporte coletivo na Capital Catarinense. Já na segunda-feira passada (20) foi possível sentir a queda, mas ao longo desta semana comerciantes relatam que o movimento reduziu drasticamente.

De acordo com o diretor de Assuntos Públicos e Políticos da CDL de Florianópolis, Lidomar Bison, desde que o comércio retomou as atividades, as vendas vinham se estabelecendo entre 50% e 60% de um dia normal de faturamento. “Com a suspensão dos ônibus nesta semana, o cenário piorou e o número caiu para 15% em alguns casos chegando a 20%”, lamentou.

O dirigente ainda comenta, que em alguns setores como eletro e eletrônicos, ares condicionados e aquecedores, as vendas estão melhores, porém para os segmentos de confecção, calçados, acessórios, presentes e itens sociais ou casuais, mesmo com   descontos, liquidações e facilidades de compras, o consumo está retraído.

População Receosa

A chegada do inverno é um período atrativo para os consumidores que buscam por produtos de qualidade e bom preço, assim como para os lojistas que visam melhorar o faturamento. Entretanto, com as notícias que estão cada vez piores por causa da proliferação do novo Coronavírus, a população fica assustada e com medo de sair de casa.

A empresária Mariana Klein, 31 anos, comenta que desde o início da pandemia tem evitado visitar o comércio e que a saída diária é para o trabalho. “A ida nas lojas tem se tornado cada vez mais restrita, mesmo me cuidando tenho receio da exposição”, relata.

Outro fator que impede muitas vezes a venda é a prova dos produtos. Segundo o corretor de imóveis Terence Plentz, 36 anos, está há três meses sem comprar camisa social, produto indispensável para as atividades, porém sem provar ele não arrisca. “Os fabricantes possuem modelagens diferentes e adquirir sem vestir pode ser um desgaste, pois se não ficar bom terá de retornar na loja para trocar e se pela internet os incômodos são ainda maiores, pois envolve os correios e pode demorar mais tempo para ter a peça”, explica.

Para o Diretor da CDL, Lidomar Bison, a expectativa de uma retomada das vendas sem transporte público é inviável, pois os consumidores estão com a confiança abalada e não querem se expor nas ruas por conta da pandemia.

Da redação: Jhonath Ribeiro/CDL
Foto: Banco de Dados/FN