20/04/2024

Folha do Norte da Ilha

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Igor Amorelli desembarca no Havaí em busca de resultado inédito

Triatleta catarinense chegou em Kona com antecedência em busca da aclimatação para o evento do próximo dia 13

Nadar 3.9 km, pedalar 180 km e correr uma maratona. Essa é a missão de um atleta de Ironman! Agora imagine fazer isso em um percurso que desafia o competidor ao limite e contra os cinquenta melhores atletas do mundo. É com este cenário que Igor Amorelli desembarca em Kona, no Havaí, onde acontece o Ironman World Championship, principal competição mundial de triathlon de longa distância.

Diferente dos demais eventos da temporada, o Mundial de Kona exige uma aclimatação diferente, por isso a chegada na ilha com tanta antecedência. Buscando a melhor adaptação possível para o evento marcado para o dia 13 de outubro, Igor chegou a Kona nesta quarta-feira. “Faltam duas semanas quase e terei um bom tempo para adaptação. Tenho ainda uma sequência com alguns treinos mais leves e na próxima semana é descanso e foco na prova”, explica. “Além de tudo o clima aqui é ótimo. A energia do local é incrível e ajuda muito para a concentração na prova”, acrescenta.

Em 2017, o catarinense conquistou seu melhor resultado na prova havaiana com 8h27m completando o mundial na 14ª posição. Mesmo assim, uma série de mudanças fizeram parte da trajetória de Igor até a prova deste ano. “Esse ano foi mais constante, não tivemos nenhum pico de performance. Fomos construindo e agora é que vamos buscar a melhor forma”, ressalta.

E a evolução de Igor é nítida. Após o mundial de Kona em 2017, o catarinense disputou oito eventos, sendo dois na temporada passada e seis nesta, com três títulos (70.3 Miami, 70.3 Florianópolis e 70.3 Equador), além de dois vice-campeonatos (70.3 Bariloche e Ironman Florianópolis), dois terceiros (70.3 Steelhead e Ironman Mar del Plata) e o 11º lugar no Mundial de 70.3. No total foram sete pódios em oito eventos.

Mesmo com tantos resultados expressivos alguns ajustes foram feitos na reta final de preparação. “Na África do Sul a prova não saiu como eu queria. Sai com a sensação de quero mais, mas por um lado foi bom para eu avaliar para o mundial de Kona”, encerra Igor.

Da redação: Danilo Caboclo/SixComm